sábado, 17 de janeiro de 2009

Mensagem do Dia : 17 de Janeiro de 2009

Na vocação de Mateus, a Tradição patrística e a literatura ascética destacam dois aspectos fundamentais: o apelo gratuito e eficaz do Senhor e a resposta pronta e incondicional de Mateus. A primeira revela a bondade e o poder do Mestre, a segunda aponta para a acolhida e disponibilidade do Apóstolo. Jesus, segundo s. Beda o venerável, “viu mais com o olhar interior de seu amor do que com os olhos corporais. Jesus viu o publicano e, porque o amou, o escolheu, e lhe disse: Segue-me. Segue-me que quer dizer: Imita-me. Disse-lhe: Segue-me, mais que com seus passos, com seu modo de agir. Pois quem diz que está sempre em Cristo deve andar de contínuo como ele andou”.

De fato, Jesus o chama e Mateus o segue. Torna-se um familiar do Mestre, vivendo em sua intimidade. Levantando-se, ele vai com Ele, numa correspondência exata e imediata da resposta ao apelo, sinal que ela é sem reticência nem hesitação. É justamente esta atitude, como de Pedro e outros, que deixando tudo O seguem, que lhes permite o afluxo da graça e da alegria, inesperada, pascal de estar com Ele.

Se há polêmica, ela provém de seus adversários. Mas para os doentes, pobres, pecadores, e primeiramente seus discípulos, é a primavera de Deus que aparece com o Esposo. Ele chama e diz como ao paralítico: “Levanta-te... teus pecados te são perdoados”, e como a Mateus: “Vem comigo...”. “Senhor Jesus, nosso Salvador, que possamos ir a Vós e nossos corações sejam afervorados por vosso amor oblativo. Nossos corações estão manchados pelo pecado, purificai-os com o vosso precioso sangue. Nossos corações estão fracos, fortalecei-os com vosso Espírito. Nossos corações estão vazios, enchei-os com vossa divina presença. Senhor Jesus, vossos são os nossos corações; que eles vos pertençam e somente a vós”.

Dom Fernando

Somo os Trabalhadores da Última Hora

Os leigos podem ir aonde os bispos e padres não chegam

Nós estamos, graças a Deus, no tempo da misericórdia, tempo em que o Senhor se põe de braços abertos para acolher a todos que vêm a Ele. Deus é sempre misericordioso, mas também é justo. Haverá um momento em que Ele vai precisar usar da Sua justiça; por isso, volte agora para o Senhor! Ele está esperando por você e pelos seus.

Nós estranhamos a conclusão do Evangelho em que o proprietário sai em busca de operários para sua vinha (cf. São Mateus 20, 1-16). A uva tem que ser colhida no tempo exato, por essa razão ele vai de madrugada procurar trabalhadores, e volta às 9h, ao meio-dia, às 15 e às 17h. Por que ele volta tantas vezes? Porque ele é o dono da vinha e os cachos de uva têm que ser colhidos, pois não podem se perder. É por essa razão que ele vai buscar operários também às 17h.

Há um outro aspecto muito importante nesse Evangelho: vou falar de nós operários que o Senhor manda buscar porque não quer perder suas "uvas". Você é operário do Senhor até mesmo em gratidão por ter sido "colhido" e trazido de volta a Ele. Você é chamado a ser evangelizador e entrar no trabalho do Senhor.

Na Igreja há lugar para todos, mas, na evangelização, vocês leigos podem ir aonde os bispos e nós padres não podemos; em primeiro lugar, na sua família, você é o primeiro apóstolo dela; você pai, mãe, filho. Existem muitos filhos que ainda precisam ser "colhidos" pelo Senhor. Você é o apóstolo da sua casa, você é o evangelizador. Dizemos que "santo de casa não faz milagres", mas a grande arma não está na boca, em você ficar falando com a pessoa, mas a grande arma está nos joelhos: reze, reze, reze! Chegue até a cama de seu filho quando ele estiver dormindo e reze por ele.

Queira realmente que seu filho seja resgatado pelo Senhor, queira e não desanime; busque todas as ocasiões. Facilite para que ele se encontre com outros jovens em tantos movimentos que o Senhor tem suscitado na Igreja d’Ele. Você verá o efeito que isso fará. É preciso que você queira a salvação de seus filhos.

Quantos filhos e quantas filhas precisam resgatar o pai e a mãe também. Infelizmente, há muitos pais que na nossa cultura são “durões” e não vão à igreja, e precisam ser resgatados pelo Senhor; eles não podem se perder, e é claro que você não quer que eles se percam. E não basta que eles sejam “bonzinhos”, eles precisam voltar a Deus, aos sacramentos. Se nós rezarmos ao Senhor pelos nossos pais e avós, o Senhor buscará o momento para salvá-los, nem que seja o último dia.

Meu irmão, é preciso trabalhar e querer a salvação de nossos entes queridos! Você está em lugares aonde nós padres não podemos chegar, e você precisa também ser o evangelizador onde você trabalha e para as pessoas que Deus coloca em seu caminho. Precisamos querer a salvação deles, nesses lugares, você está perto dessas pessoas e pode lhes falar e agir. Primeiro a sua própria presença, como alguém do Senhor, incomoda, por isso, você não pode ser uma pessoa chata. Pois só de não se comportar como os outros, você acaba sendo um estranho no "ninho" e isso incomoda.

Nós não somos “carolas” como eles dizem, mas eles também reconhecem que nós fazemos a diferença; e é assim que precisamos ser, pois quando a “coisa aperta” eles buscam a nós. Reze e não perca a ocasião, pois você é apóstolo da última hora, realize a sua missão.

Meus irmãos, está na hora de acordarmos e darmos tudo de nós, pois o Senhor nos dará o pagamento “daquele que trabalhou o dia todo”. O Senhor quer dar esse pagamento a você, comece onde puder começar; e se você ainda não tem o aprendizado de como levar o Evangelho, fale daquilo que você é hoje, daquilo que você conseguiu; a vida fala mais que mil palavras.

São Paulo fala: “Irmãos: Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1,20c-24.27a). O grande apóstolo foi como um bom operário que não deixou nenhum “cacho de uva” se perder. E ainda diz que só uma coisa importa: viver à altura do Evangelho de Cristo. Diga ao Senhor: “Senhor, é isso que eu quero ser pela Sua graça. Amém!

Luiza, a Mulher Que Nos Ensina

Luiza é o seu nome. A dor que sente não tem nome. Brota das razões mais secretas da alma. Coisa de mãe, coisa de gente que soube recriar o mundo a partir do próprio ventre. A maternidade coloca as mulheres numa parceria invejável com Deus!
Luiza contou-me rapidamente sobre sua dor. Eu não pude ver os seus olhos, mas pude escutar sua alma.

O seu filho de 30 anos, médico, oficial da marinha estava morto. Vítima de uma fatalidade, perdeu a vida ao atravessar um cruzamento em Florianópolis.
Depois que ouvi Luiza eu fiquei pensando no mistérios das perguntas que nos rondam, toda vez que a dor vem nos visitar.

Fiquei tentando entender o quanto deve ser difícil para uma mulher ter que protagonizar a imagem da Pietá, a virgem que segura o filho morto nos braços, aos pés do calvário.
Recolher o filho do chão, aconchegá-lo ao colo e despedir-se dele definitivamente.

A crueza da cena é uma proposta ao silêncio. Arranca-me do mundo das palavras, das respostas prontas e faz-me sentar ao chão, ao lado da mãe, para que eu possa ouvir sua respiraçao ofegante de dor.
Arranca-me dos meus livros, da minha Teologia sistematizada e convida-me a sujar-me na terra do calvário, onde o sangue do filho mistura-se às lágrimas da mãe.

Mistura diferente daquela que o troxe à vida, quando o seu sangue circulava dependente do sangue da sua primeira mulher.
Lágrimas diferentes de tantas outras já derramadas. Lágrimas de alegria por ver o filho dar os primeiros passos; lágrimas de preocupação em noites em que ele demorava voltar pra casa. Lágrimas de vitória, quando em noite especial e de gala, aquele garoto crescido, que até tão pouco tempo lhe confiava os joelhos esfolados de futebol, de quedas de bicicleta, agora estava pronto para medicar as dores do mundo.Um filho especial, como ela mesma me confiara.
Luiza e sua dor. Luiza e suas saudades. Luiza e suas lições.

Fiquei pensando nas minhas pequenas reclamações. Nos cansaços diários que me desiludem e que me despregam da alegria. Pensei no coração de Luiza e quis deixar de reclamar da vida.
O meu sofrimento perde a sua força quando eu o coloco ao lado dssa mulher. E nisso já está a ressurreição do seu filho. Esta dor nos ensina e nos coloca no rumo da sabedoria. Da mesma forma que Maria nos aponta para o sofrimento de Jesus, para que entendamos o nosso sofrimento.

Maria e Luiza são mulheres parecidas nesta hora. Ambas embalaram o filho morto nos braços. Canções de ninar secretas foram entoadas nos silêncios dos lábios. O choro de mãe é oração que tem o poder de mudar o mundo. Só precisamos parar para ouvir...

Hoje, no silêncio de sua dor, pare pra pensar no sofrimento de Luiza. Exercite-se na proeza de esquecer o que lhe aflige, e recorde-se dessa mulher que desconhecemos o rosto, mas conhecemos a dor. Ela tem muito a nos ensinar. Ela é um livro que pode ser lido sem palavras. Ela é um testemunho vivo de que na vida, mesmo nas perguntas mais doídas, há sempre uma esquina que pode nos dar outras opções, além da morte.

Na prece silenciosa que essa mãe nos desperta, permaneçamos.
Amém.

A Oração Simples e Sincera Chega ao Coração de Deus (1/2)



DVD: Aprendendo com as Histórias de Pe. Léo

Homilia: Rezar Para Esperenciar Milagres

20/03/04

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A Oração Simples e Sincera Chega ao Coração de Deus (2/2)


DVD: Aprendendo com as Histórias de Pe. Léo

Homilia: Orar Para Esperenciar Milagres

20/03/04


Você Não Nasceu Para ir Para o Lixo

Convocado pela Ação Católica

A Ação Católica do mundo se une à oração dos cristãos da Terra Santa para implorar o fim do conflito na faixa de Gaza.

Em resposta aos apelos de Bento XVI, a presidência da Ação Católica Italiana convidou todas as associações diocesanas e paroquiais a unirem-se em uma jornada de oração pela paz que acontecerá em 18 de janeiro.

Nesse dia começará a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, motivo pelo qual se propõe dar à iniciativa um caráter ecumênico.

«Nosso compromisso – explicou o presidente nacional da Ação Católica, Franco Miano – é educar os jovens na paz, baseando-nos precisamente na mensagem de Bento XVI, um compromisso por um estilo de vida novo, mais sóbrio e solidário para combater o ódio e a pobreza».

«A exigência de uma paz imediata e de um cessar-fogo por parte de israelenses e palestinos é um imperativo, não podemos ficar com os braços cruzados diante do assassinato de vidas humanas, e o problema não será resolvido com as armas», explicou Miano.

«Os chamados lançados por Bento XVI não podem ficar esquecidos, mas devem levar a uma reflexão no mundo inteiro», conclui o representante da Ação Católica.

A Ação Católica é uma associação pública de fiéis que tem sua origem no próprio seio da Igreja Católica.

Fundada pelo Papa Pio XI em 1922, não assume como próprio um ou outro campo de apostolado particular, mas se integra nas próprias estruturas da Igreja para colaborar no anúncio do Evangelho a todos os homens e ambientes. Está presente nos cinco continentes.

Fonte:ZENIT

Revista de Aparecida

Ano novo, novas esperanças

Caro leitor, o ano novo chega como a condução que nos apanha diariamente para nos levar para algum lugar: trabalho, escola, compromissos... Vem independente da nossa vontade e nos impulsiona para a frente. Ninguém pode contrariar nem parar essa dinâmica. Vem e marca a nossa existência. Ano novo. Temos a sensação de que outra chance nos é oferecida. Mais uma etapa a ser vivida para encontrar o significado que nos realiza. No coração a esperança que o novo será melhor do que o velho que acabou. Porque é novo nos torna apreensivos e nos fascina também.A criança agora vai para a escola, o jovem passou no vestibular. Formatura e colação de grau na agenda. O pai, ou a mãe, diz que este ano conseguirá trabalho e poderá sustentar a sua família, terminar de pagar as prestações e realizar o sonho. Outros vão recuperar totalmente a saúde... vão conseguir se superar e serão felizes. O idoso agradece pela vida - dom de Deus - com mais experiência e sabedoria. A nossa súplica: "Que o Senhor nos abençoe e nos guarde... nos conceda a paz" (Nm 6,22-27).

O conteúdo na íntegra você encontra na Revista de Aparecida de Janeiro.Caso você queira recebê-la em sua casa clique aqui e descubra como.

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DEZ / 2008 - EditorialNOV / 2008 - EditorialOUT / 2008 - Editorial

Seu Lar Visitado Por Anjos

A família precisa ser um santuário de oração

Se sua casa se tornar um santuário de oração, acredite: seu lar será visitado por anjos. Mais ainda, o Anjo da guarda estará muito presente e, portanto, você não estará mais sozinho. Muitas vezes nós estragamos tudo porque fazemos as coisas por nós mesmos: são os nossos planos. Precisa ser, radicalmente, o contrário: ore, peça, interceda e tenha certeza: o próprio Senhor vai fazer com que o Anjo da guarda de cada pessoa da sua família entre em ação para trazer a paz, a concórdia, a libertação e saúde que precisam.

Quanto a educação de nossas crianças, confie seus filhos ao Anjo da guarda de cada um deles; peça ao seu Anjo que lhe dê sabedoria para educá-los. Ele irá colocar na sua mente e no seu coração a sabedoria que você necessita ter; também vai corrigi-lo em coisas que você não deve fazer. Se você ouve e obedece, vai obter a sabedoria que precisa para educá-los.

Se as coisas vão de mau a pior, é porque a nossa vida e nossa casa não têm sido um lugar de oração; pelo contrário: têm sido casa de insultos, pornografias, adultérios... infelizmente, um local onde não se reza. Chegamos ao ponto de vermos pais com vergonha de abençoar seus filhos e, lógico, filhos que não sabem pedir a bênção. As pessoas têm vergonha de fazer o sinal da cruz antes de comer. Adoram a televisão: passam horas diante dela, assistindo e adorando as novelas sujas que entram pelos olhos, ouvidos e coração para nos fazer cada vez mais pessoas decaídas, com sentimentos ruins. E não se consegue tempo para rezar um terço, para unir a família em oração, para ler a Bíblia. Tem-se vergonha de Deus! Por isso as coisas vão de mau a pior.

Muitas vezes tudo vai depender somente de você. Se os outros não querem rezar, disponha-se; reze você! E saiba: além dos Anjos de Deus, infelizmente, a Palavra nos diz que existe uma multidão de espíritos malignos, de anjos decaídos _ por serem desobedientes e rebeldes _ que estão também ao nosso derredor. Vejamos na carta de São Paulo aos Efésios: ''Para terminar, armai-vos de força no Senhor, da sua força onipotente. Revesti-vos da armadura de Deus para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. Pois não é o homem que afrontamos, mas as Autoridades, os Poderes, os Dominadores deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. Lançai mão, portanto, da armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer de pé, tendo recorrido a tudo'' (Ef 6,10-13).

Compreenda: você não luta contra seu marido que entrou para a bebedeira; nem contra sua mulher que caiu na infidelidade ou contra seu filho que entrou para as drogas. Você não está apenas lutando contra forças humanas; contra as estruturas injustas da sociedade, o desemprego e injustiças sociais. Além de tudo isso estamos lutando contra forças espirituais do mal. São espíritos malignos que querem acabar conosco, levando-nos ao Mal.

Um grande segredo é compreendermos também que, na verdade, não somos nós que lutamos contra os espíritos malignos, e nem temos forças para enfrentá-los. Seríamos tolos se quiséssemos enfrentá-los com as nossas próprias forças. Quem luta são os anjos do Senhor. Quem os sustenta na batalha, somos nós com nossas orações. Anjos bons lutam por nossa causa, para nos defender. É disso que São Paulo nos fala: ''Há uma luta espiritual nos ares, nesse mundo de trevas''. E como daremos a vitória aos anjos que lutam por nós? A resposta, está no mesmo capítulo do livro de Efésios, de acordo com a tradução da Bíblia Ave Maria:

''Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos'' (Ef 6,18).

Aí esta a solução: ''Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância''. Isso quer dizer que: se você está alegre, ore; se está triste, ore; com dívidas, chateado por causa de seu filho, com o coração quebrado por causa do seu marido, sofrendo por causa do desemprego; machucado por causa de alguém que o ofendeu... ore. Em todas as circunstâncias, ore. ''E perseverai em intesa vigília de súplica por todos os cristãos''.





Arsenal de Infantilidades

Trazemos um excesso de sentimentos infantis

'...enquanto o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, ainda que seja senhor de tudo, mas está sob tutores e administradores, até o tempo determinado por seu pai. Assim também nós, quando menores, estávamos escravizados pelos rudimentos do mundo. Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus' (Gálatas 4; 1-7).

Essa palavra é muito concreta e humana, inicialmente podemos achar um absurdo assemelhar uma criança ao escravo. É simples porque uma criança não é capaz de fazer a separação das coisas. A criança é egoísta e o egoísta é aquele que se ocupa do seu mundo, para ele o outro é uma extensão da sua necessidade. As crianças são escravas de suas necessidades.

A maturidade de uma criança acontece à medida que ela vai crescendo. Uma criança é escrava porque ela não sabe a razão da regra, mas se submete a ela. Quando ela cresce e obedece a regra porque a compreende, ela deixa de ser escrava. Quantos jogos construtivos, que educam a criança para compreensão de regra, são jogos simples de encaixe, entre outros, não videogames nos quais, muitas vezes, a regra é matar.

O desconhecido nos escraviza. Tudo aquilo que você desconhece se torna soberano sobre você e muitas vezes você teme uma pessoa desconhecida, e aí está a infantilidade. Nós também trazemos as infantilidades nos nossos afetos, insistimos em trazer em nós um arsenal de sentimentos infantis, egoístas, só pensamos em nós e em nossas necessidades. A birra é o excesso da criança, excesso da infantilidade, pois nela a criança se sente fracassada por não conseguir seu objetivo. Quando somos afetivamente infantis, nos transformamos em verdadeiros monstros. Se você não disciplina uma criança, o seu destino não será diferente. Ensine-a a lidar com as impossibilidades.

Quantos adultos não têm coragem de dar opinião, não se manifestam, porque são infantis, são escravos de seus medos, isso é mesma coisa de birra, pos não sabem lidar com os limites.

Abandonemos as nossas birras que se manifestam na nossa cara feia, nas nossas respostas ríspidas, entre outras... Só não nos jogamos no chão porque não temos coragem.

Quantos adultos com medo de quarto escuro. Eu pergunto: Qual o mal de um quarto escuro? Mas quantas vezes fomos trancados nos quartos e disseram que lá dentro tinha um monstro? Uma criança não tem inteligência suficiente para saber que ali não há um bicho, porque a referência que ela tem é o adulto.

Como você pode curar seu medo de quarto escuro? Traga à sua razão o que o faz sentir medo. Entre no quarto escuro e diga: ‘Este quarto não pode me fazer mal’. Você hoje é adulto, maduro, olhe para as fases da sua vida que precisam ser curadas, olhe para você criança, você adolescente. Permita que Deus resgate a sua alma ferida. Muitas vezes é preciso voltar no tempo e se reconciliar com você mesmo.

Nenhum perdão será concreto se antes você não se perdoar; nenhum olhar será profundo se você não se olhar.

O que pode nos destruir na vida não é o que os outros fazem para nós, mas o que permitimos que outros façam de nós. O maior consolo que você precisa não é o dos outros, é de você mesmo. Não adianta o outro deixar você livre, se você se sentir escravo.

Deus é especialista em curar corações machucados. Pare de lamentar o que você não teve. Seja como o rio, que quando alguém coloca alguma barreira nele, ele não deixa de crescer, mas fica mais profundo.

Deus ainda prefere os miseráveis. Deus olha para você, e no momento da sua birra, Ele se encontra com você.