segunda-feira, 13 de setembro de 2010

São João Crisóstomo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja


Nasceu em 347 na Antioquia. Ele estudou leis com o orador pagão Libasnius e teologia com Deodoro de Tarsus, diretor da respeitada Escola de Alexandria. Embora desejando ser um monge, no início, não pode entrar para a vida monástica por que sua mãe Anthusa tinha uma condição física péssima e ele mesmo não tinha boa saúde, um pouco devido a vida ascética que levou como eremita de 373 a 381.

Foi um diácono em 381 e foi ordenado em 386 pelo Bispo Flavian de Antioquia. Sua magnífica oratória fez com que ganhasse o apelido de Crysostom (Boca de Ouro) e obteve a reputação de ser o maior orador de sua época.

Seus sermões iam do evangelho até a conversão pessoal e a reforma moral da sociedade. Ele fez 88 sermões apenas sobre o Evangelho de São João. Oferecido a Sé de Constantinopla ele declinou e depois aceitou e foi sagrado Arcebispo de Constantinopla em 389. Em pouco tempo estava arrependido, pois a corte imperial Bizantina estava impregnada com intrigas e a aristocracia não queria suas reformas e a Imperadora Eudóxia considerava muitos dos seus sermões como um ataque pessoal ao seu governo. Havia ainda para inquietar mais a corte, a enorme popularidade de São João com o povo. Em 403 os esquemas contra João culminaram com a sua condenação no Sínodo de Oak no qual João foi deposto de seu posto. No ano seguinte João conseguiu sua reconciliação com a corte, mas em junho de 404 ele foi exilado novamente. Enviado para Isauria nas Montanhas de Taurus, uma parte remota da Ásia Menor (hoje Turquia) João enviou cartas implorando a ajuda dos seus amigos na Igreja. O Papa Inocêncio I (401-407) tentou sucessivamente a sua libertação. Como João sobreviveu como preso, mais do que se esperava, ele foi transferido para Pontus e forçado a uma longa jornada son um terrível temporal. Ele morreu em 14 de setembro de 407. João é honrado como Doutor da Eucaristia, pelos eloquentes escritos sobre a Real Presença de Cristo. Diz a tradição que ele teria testemunhado a Real Presença de Cristo na Eucaristia. De fato, é relatado que ele e toda a congregação que estava dentro da Igreja, certo dia, tiveram o privilégio de ver a forma do Corpo de Jesus em uma de suas consagrações.

Ele revisou a Liturgia grega e foi indicado Pai da Igreja Grega e proclamado Doutor da Igreja em 451.

Padroeiro de Constantinopla, Istambul, dos oradores e pregadores e outros que trabalham com os problemas da fala.

Sua festa é comemorada no dia 13 de setembro.

Lançamento Canção Nova

















Cartas de São Paulo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lançamento da Canção Nova


Cartas entre Amigos

Como Curar o Ressentimento?

Pe. Léo

Vi Deus Num Homem



O agir deve traduzir nossa crença.




Às vezes me pergunto como testemunhar a fé neste mundo e agir do jeito que Jesus agiria em meu lugar? Ou seja: como ser sal na terra e luz do mundo, ser cristã?
Esses dias encontrei um depoimento que me ajudou a responder algumas interrogações como essas. Dizia o texto que o cristão deve ser homem que supere as incertezas e as dúvidas e que - através de uma profunda união com Deus - receba a força necessária para em meio às controvérsias dos tempos, não se deixar levar por elas e assim, imprimir neste mundo a face de Cristo. Para tanto, ele precisa ser um homem em paz consigo, com os outros e com Deus. Deve ser comprovado em sua vida interior e nas virtudes em meio às lutas diárias, já que a fé é, diretamente, ligada às obras.
Isso parece difícil e, na verdade, o é, porém acredito que fica mais fácil compreender quando afirmo que ser cristão é viver bem o momento da vida.

Conhecer, amar e viver são realidades inseparáveis na vida do homem. O encanto pelas belezas da vida e sua disposição em viver o momento presente - colhendo o bem maior em todas as coisas - faz com que ele seja um verdadeiro artista e mesmtre na arte de viver, sendo cristão, sal da terra e luz do mundo como nos pede o Senhor.

E o testemunho quanto a fé sempre vai além das palavras. Quando o momento não é oportuno para falar, o agir deve traduzir nossa crença.

Recordo-me de uma situação há um tempo atrás. Era recém-chegada no trabalho e os colegas, sem me conhecer, mantinham certa reserva, pois sabiam que sou cristãe temiam talvez que eu lhes pregasse sermões. Até que um dia a faxineira faltou ao serviço e eu limpei nossa sala. Fiz isso por amor a minha vida e à deles, pois, sinto-me muito melhor em lugares limpos. Eles sentiram-se tão amados com o gesto, que nunca mais nosso relacionamento foi o mesmo. Não precisei dizer nada sobre minha fé, mas o tempo foi passando e, ao fim de três anos, quando precisei ser transferida do trabalho, fiquei admirada ao ouvir alguns testemunhos emocionados que diziam o quanto rinham se aproximado de Deus convivendo comigo. Certamente não é um mérito só meu, é também seu e de cada um de nós que ousadamente seguimos as palavras de São Paulo, que nos pede que traduzamos nossa fé em obras.

Há uma "historinha" que expressa bem o que quero dizer com isso. Conta-se que em Paris, alguns acadêmicos críticos e maliciosos, informados da vida e atividades do Cura d'Ars e das inúmeras pessoas que iam visitá-lo em peregrinação, estavam incomodados com sua fama e combinaram que um deles fosse à Aldeia de Ars a fim de observar os fatos em segredo. Depois, teriam motivos de sobra para suas zombarias e inclusive provas para desmacarar aquele que eles julgavam ser um enganador do povo. Voltando, permaneceu calado e pensativo, havia mudado completamente o seu comportamento. Quando cercado pelos amigos, que o enchiam de perguntas curiosas e indiscretas, ele apenas respondeu: "Calai-vos irmãos, eu vi Deus num homem!"

É que a vida da quem viu Deus, seja como for, toma nova direção. Constatamos isso em diversas passagens da Sagrada Escritura, fato quenão mudou com a modernidade de nossos tempos.

Que nosso testemunho de vida cristã leve muitos a contemplar Deus em nós.


Dijanira Silva

terça-feira, 10 de março de 2009

Padre Fábio - Perdas Necessárias






Procuram-se Intercessores

Deus procura pessoas que tomem a defesa de seu irmão

Deus ouve as orações dos pecadores. Quanto mais forem importunas e perseverantes nossas orações, tanto mais agradarão a Deus. Quando Nossa Senhora apareceu em Fátima (Portugal), disse aos Pastorinhos que muitas almas iam para o inferno por falta de quem intercedesse por elas; e lhes pediu oração e penitência.

Os que tiveram um encontro pessoal com Deus já não devem se dar ao luxo de pedir a Deus vinganças disfarçando-as sob o nome de justiça. Explico-me melhor: não foram poucas as vezes em que escutei pessoas que, dedicadas ao serviço de sua comunidade, foram se magoando com as estruturas e com os irmãos. Com o passar do tempo, a mágoa se transformou em rancor; e o rancor, em ódio. Sentindo-se injustiçadas, desejavam o mal e pediam a Deus o castigo para os responsáveis por sua dor. Que bom! Ao menos tinham a coragem de desabafar com o Senhor! Mas Deus quer justamente o contrário disso. O amor tudo desculpa. Deus procura pessoas que, em seu coração, tomem a defesa de seu irmão, ou sofram e se penitenciem por ele a fim de que ele encontre a salvação.

Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua família. Quanta esperança contida nessa promessa de Deus! Quantos adotaram esse lema e até mesmo o penduraram na parede de sua casa, em seu escritório, no carro, e confessam decididos. Mas crer em Jesus não se resume em saber que Ele existe e é Deus; estende-se também em crer em Sua Palavra e obedecer a Seus ensinamentos. Como temos refletido, é a Palavra de Deus que nos abre os olhos e o coração para a realidade e a necessidade de intercessão. Daí é bom perguntar: Tenho intercedido por minha família? Procuro defender diante de Deus os que amo? Ou os seus erros e defeitos me têm levado a clamar a justiça de Deus contra eles?

O Senhor fica pasmado ao ver que há pessoas que já não intercedem mais, nem mesmo pelos seus, e se espanta de que haja pessoas conformadas com este mundo e que não rezam por sua transformação. "Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedia" (Is 59,16).
Não basta pedir a graça da salvação. É necessário pedir sempre, até alcançar a vitória prometida por Deus unicamente aos que a pedirem constantemente até o fim.
Hoje ainda podemos consolar Nosso Senhor assumindo com Ele o propósito e o compromisso da intercessão. Ele nos capacitará e nos ensinará. Ele nos dará a fidelidade necessária se a Ele dermos o nosso querer.